Um relatório elaborado pelo portal Cointrademonitor, sobre as movimentações de Bitcoin (BTC) nas exchanges nacionais, revelou que a Binance já domina 49% do comércio de BTC no país. Há 1 ano, a exchange vem registrando o maior volume de negociações com BTC no Brasil

Um relatório elaborado pelo portal Cointrademonitor (CTM), sobre as movimentações de Bitcoin (BTC) nas exchanges nacionais, revelou que a Binance já domina 49% do comércio de BTC no país.

Segundo o CTM, as exchanges brasileiras declararam ter movimentado 22.079,97 Bitcoins de 1 a 30 de abril, que equivale a aproximadamente R$ 4.389.958.251,65 (4,4 Bi).

O CTM destaca ainda que a Binance foi responsável por 49,70% das negociações de Bitcoins no Brasil durante o mês de abril, tendo alcançado, novamente, a maior participação mensal de uma exchange já registrada pelo Cointrader Monitor.

A Binance já havia quebrado o recorde de participação no volume de negociações no mês anterior e, segundo dados do CTM, há 1 ano, a exchange vem registrando o maior volume de negociações com BTC no Brasil.

No entanto, embora a Binance tenha aumentado sua participação nas negociações de Bitcoin no mercado nacional, em comparação com o mês de Março (23.181,44 Bitcoin), o volume negociado de Bitcoins em Abril apresentou um leve recuo de 4,75%.

“Já em comparação com Abril do ano anterior, o volume movimentado de BTC recuou 27,07% pois o volume daquele mês foi de 30.276 Bitcoins. Porém, o volume de Reais necessários para movimentar a quantidade de Bitcoins em Abril de 2022 foi 54,78% menor do que Abril de 2021”, destaca o relatório do CTM.

Em queda, mas em alta…

No entanto, embora o novo relatório do CTM revele uma queda nas negociações de Bitcoin no Brasil, um estudo encomendado pela Sherlock Communications, intitulado “Relatório Blockchain — Latam 2022”, revela que somente no Brasil mais de 25% das pessoas entrevistadas afirmaram que esperam adquirir criptomoedas nos próximos 12 meses.

Porém, apesar de muito acessível e presente no dia a dia, alguns mitos ainda confundem eventuais investidores.

Para Gustavo Frachia, sócio da Fidelis Fintech, os ativos digitais já estão presentes no dia a dia dos brasileiros há muito tempo. No entanto, soluções integradas oferecidas pelo varejo, por exemplo, estão tornando esse universo ainda mais acessível.

O especialista elenca quatro mitos ainda difundidos que rondam o setor:

Só consigo comprar criptomoedas em dinheiro?

Mito. Apesar de muito comum, há no mercado criptomoedas que são integradas a diferentes sistemas. Por vezes, ao adquirir produtos ou serviços em algumas redes, o consumidor consegue acumular pontos de fidelidade e adquirir ativos digitais por meio das suas recompensas nesses sistemas.

Todos os players que trabalham neste setor são anônimos e isso traz insegurança?
Mito. Há muito tempo há opções no mercado que não são anônimas e, inclusive, são renomadas. Grandes marcas financeiras já operam nessa área, mas sempre é vital realizar uma ampla pesquisa antes de qualquer investimento.

Os ativos digitais sempre se valorizam?

Mito. Cada ativo possui suas particularidades. É preciso avaliar caso a caso, assim como no mercado de ações. É vital escolher ativos de confiança, que não se escondam atrás do anonimato, e que contemplem diferentes benefícios, interligados com programas de fidelidade, banco digital e Exchange. Ter a real dimensão de como aquele ativo pode navegar no longo prazo é fundamental.

Só consigo gastar as criptomoedas adquirindo outras criptomoedas?

Mito. Embora amplamente difundido, ainda é importante ressaltar que muitos estabelecimentos já aceitam as criptomoedas. O universo dos varejistas e comerciantes está cada vez mais se integrando a esses sistemas a fim de atrair e reter clientes.

Por: Cassio Gusson

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