Analistas estão otimistas com a força do Bitcoin em manter seu valor acima de US$ 40 mil e aponta que uma nova alta pode levar o BTC de volta para US$ 47 mil e buscar novamente os US$ 50 mil, enquanto isso, dólar pode continuar caindo no Brasil

Na última semana (entre os dias 17 e 24 de maio), o Bitcoin (BTC) alcançou o suporte de US$ 42,7 mil e passou de US$ 44 mil animando novamente o mercado que estava apreensivo com a possibilidade do BTC cair novamente abaixo do suporte de US$ 40 mil.

Com a principal criptomoeda do mercado fechando a semana no terreno positivo, analistas tem visto o movimento com um sinal positivo, como declara a equipe da Transfero.

“Isso é um bom sinal de que o movimento de alta está ganhando força e, como consequência, existe a possibilidade de uma corrida bullish para o preço de US$ 47 mil”, destacou.

No entanto, os analistas alertam que é bom ter atenção aos falsos rompimentos.

“Isso já foi visto três vezes nesse mesmo ponto, conforme analisado no gráfico acima. Nos próximos dias, é fundamental que o fechamento do preço permaneça acima de US$ 42,7 mil, para consolidar o movimento de alta”, afirmou a Transfero.

“Conforme o gráfico acima, o interesse por opções de compra (call) aumentou consideravelmente em relação ao número de puts (opções de venda). Para a equipe da Transfero, isso é um sinal de que os investidores estão confiantes no movimento de alta para os próximos dias”, aponta.

Porém, segundo a empresa, é importante observar que, apesar dos touros estarem levando vantagem sobre os ursos, os investidores estão um pouco receosos com o aumento das taxas de juros do Federal Reserve dos Estados Unidos.

“Esse aumento pode levar muitos investidores a se proteger nos Tesouros Americanos e em dólar, diminuindo assim a exposição às criptomoedas e fazendo com que o mercado sofra uma queda”, disseram os analistas.

Assim, a Transfero recomenda atenção às notícias do FED e também ao suporte de US$ 42,7 mil, pois a retomada da tendência de alta para os próximos meses depende disso.

Dolar pode continuar caindo

Enquanto a previsão para o Bitcoin é de alta as análises indicam que o dólar tem enfraquecido e acumulado quedas no Brasil fechando, mais uma vez, em seu menor valor no ano, abaixo de R$ 4,75, que também é o menor valor em dois anos.

A baixa da moeda estadunidense ocorre em razão da valorização das commodities brasileiras em meio ao conflito no leste europeu e que, juntamente com a taxa elevada de juros, têm atraído investimentos estrangeiros em ações de empresas brasileiras exportadoras de matérias-primas e em renda fixa.

No entanto, segundo Marcos Weigt, head da Tesouraria do Travelex, a valorização do real frente ao dólar não deve perdurar no longo prazo, embora, no curto prazo a moeda americana ainda pode cair mais.

“Daqui em diante, o dólar tem menos para cair do que para subir. A partir de abril, as eleições devem entrar de vez no radar dos investidores e obviamente impactar esse cenário. Hoje, analiso que seja um momento propício para empresas e investidores fazerem hedge ”, destaca Weigt.

Por: Cassio Gusson

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